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Pesquisa · Olimpíadas

Taekwondo: muito mais que um esporte olímpico

Por Eduardo Rosa Cravo · agosto de 2024

Mais que um esporte olímpico: a FEA SB traça a trajetória do taekwondo, da defesa de um reino coreano há mais de mil anos até os tatames de Paris 2024.

As raízes do taekwondo remontam ao Período dos Três Reinos da Coreia (57 a.C.–668 d.C.). No reino de Silla, formou-se o Hwarang-Do, uma elite de jovens guerreiros que praticavam o Taekkyon — arte marcial que unia técnica a valores como lealdade e honra. Após a proibição das lutas coreanas durante a ocupação japonesa (1909–1945), a modalidade renasceu e ganhou nome em 1955, quando o general Choi Hong-Hi unificou diferentes escolas sob o termo Taekwondo, "o caminho dos pés e das mãos".

A virada de arte marcial para esporte veio com o primeiro campeonato nacional (1964), a fundação da ITF (1966) para padronizar as técnicas e o primeiro Mundial, em Seul (1973). Nas competições, valem socos (só no tronco) e chutes (acima da cintura), em três rounds de dois minutos, num tatame de 8x8 m e com pontuação eletrônica.

Depois de figurar como esporte de exibição em Seul 1988 e Barcelona 1992, o taekwondo entrou oficialmente no programa olímpico em Sydney 2000. A Coreia do Sul, sua criadora, lidera historicamente o quadro de medalhas (14 ouros), mas o esporte se globalizou: nomes como o americano Steven López (ouros em 2000 e 2004) e a britânica Jade Jones (bicampeã em 2012 e 2016) mostram que o berço coreano não monopoliza os pódios.

Em Paris 2024, a Coreia do Sul retomou o protagonismo com dois ouros (Kim Yu Jin e Park Tae-Joon), enquanto novos países seguem conquistando espaço — sinal da competitividade crescente da modalidade.

Leia a pesquisa completa no Medium da FEA SB.