Pesquisa · Inclusão
Da reabilitação de veteranos de guerra à melhor campanha da história do Brasil: um panorama dos Jogos Paralímpicos e dos ídolos que honram o país.
Os Jogos Paralímpicos nasceram das competições criadas em 1948, no Reino Unido, pelo médico Ludwig Guttmann para veteranos de guerra com lesões na medula — e viraram evento internacional em Roma, 1960. Realizados a cada quatro anos, logo após as Olimpíadas e na mesma cidade-sede, chegaram à 17ª edição em Paris 2024: cerca de 4.400 atletas, 549 provas e 34 milhões de espectadores.
O Brasil é uma potência paralímpica — levou 280 atletas a Paris e vinha de 72 medalhas em Tóquio 2020 (22 ouros). A pesquisa destaca três ídolos: Daniel Dias, maior nome da história do esporte paralímpico brasileiro, com 27 medalhas paralímpicas (14 ouros) na natação; Terezinha Guilhermina, a velocista cega mais rápida do mundo; e Cláudia Santos, do remo, primeira brasileira a garantir vaga em Paris 2024.
São histórias de superação: Daniel Dias, nascido com má-formação nos membros, descobriu a natação ao assistir Atenas 2004 e aprendeu a nadar em oito aulas; Terezinha, de família humilde com doze irmãos, tornou-se referência dentro e fora das pistas e hoje integra o Comitê Paralímpico Brasileiro; Cláudia, após um acidente, superou cirurgias e até um AVC para voltar a competir.
Mais que competição, os Jogos são um símbolo de inclusão. Em Paris 2024, o Brasil fechou com 89 medalhas (25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes) — a melhor campanha da história da delegação.