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Pesquisa · Futebol · Mercado

O mercado árabe de futebol

Por Breno Aravechia e Matias Prata · outubro de 2023

Fundos soberanos bilionários, uma Copa cercada de polêmicas e uma enxurrada de estrelas rumo ao golfo Pérsico. A FEA SB investiga o que está por trás da ascensão do futebol árabe.

Para entender a movimentação, a pesquisa parte do contexto cultural e da história do esporte na região — que só ganhou competições profissionais nos anos 1970 e teve até um astro brasileiro como divulgador: Rivellino, que jogou no Al-Hilal entre 1978 e 1981. Aos poucos, o futebol se tornou o principal esporte de vários desses países.

O interesse árabe pelo futebol mundial começou com a compra de clubes europeus, como Manchester City e PSG, e ganhou escala com a Copa do Mundo de 2022, no Catar — marcada por denúncias de corrupção na escolha da sede e por protestos ligados a violações de direitos humanos, de seleções como Dinamarca e Alemanha.

O sucesso midiático do torneio despertou a Arábia Saudita. Depois que Cristiano Ronaldo abriu as portas, nomes como Benzema, Kanté e Neymar cederam aos altos salários. Os gastos da liga saudita saltaram de dezenas de milhões para quase 1 bilhão de euros em 2023/24. Por trás disso estão os fundos soberanos — o saudita, um dos maiores do mundo, gira em torno de US$ 400 bilhões.

A pesquisa destaca ainda o conceito de "sportswashing": usar o brilho do esporte para desviar a atenção de problemas políticos e humanitários. Se o crescimento do futebol árabe vai se consolidar como um novo polo ou é apenas um "boom" passageiro, conclui o texto, só o tempo dirá.

Leia a pesquisa completa no Medium da FEA SB.