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Dois caminhos opostos levaram Boston Celtics e Dallas Mavericks à final da NBA de 2024. A FEA SB analisa o que o planejamento de longo prazo e a reatividade ensinam sobre gestão esportiva.
Desde 2016, o Boston Celtics apostou em um projeto paciente: construir pelo draft e desenvolver jovens talentos. As escolhas de Jaylen Brown (2016) e Jayson Tatum (2017) viraram os pilares do time, reforçados depois por veteranos experientes como Al Horford, Kristaps Porzingis e Jrue Holiday.
Um diferencial dos Celtics foi a continuidade. A transição de Brad Stevens de técnico para presidente de operações, seguida pelo trabalho de Ime Udoka e Joe Mazzulla, manteve uma mesma filosofia de jogo — combinada a um scout eficiente e a contratações que se encaixavam no sistema, como Derrick White.
O Dallas Mavericks seguiu o caminho oposto. Depois do título de 2011 com Dirk Nowitzki, viveu anos de instabilidade até a chegada de Luka Doncic, garantida por uma troca ousada no draft de 2018. A aposta reativa se repetiu com a vinda de Kyrie Irving e com movimentos de alto risco, que desestruturaram o elenco antes de reencontrar equilíbrio.
Foram os ajustes na "trade deadline" de 2024 — com PJ Washington e Daniel Gafford — que solidificaram o time em torno de Doncic e Irving e o levaram à final. A lição da pesquisa: tanto o planejamento consistente quanto a reação bem executada podem dar certo; o que não pode faltar é execução eficiente e capacidade de adaptação.