Pesquisa · Olimpíadas
Da prata inesperada de 1984 aos ouros que viraram tradição: a FEA SB conta a história do vôlei brasileiro nas Olimpíadas, uma das paixões esportivas do país.
O voleibol nasceu nos EUA em 1895, criado por William G. Morgan como uma alternativa menos desgastante que o basquete — batizado, no início, de "mintonette". Espalhou-se rápido pelo mundo e estreou nas Olimpíadas em Tóquio 1964, de onde nunca mais saiu. Nos primeiros ciclos, o Brasil teve participação discreta (melhor resultado, o 5º lugar), enquanto Japão e União Soviética dominavam.
A virada veio em Los Angeles 1984, quando a seleção masculina conquistou a inédita prata — marco que transformou o vôlei em febre nacional e, com exceção de Seul 1988, colocou o Brasil no pódio em todas as edições seguintes. O primeiro ouro veio em Barcelona 1992: comandada por Zé Roberto Guimarães e com estrelas como Tande e Marcelo Negrão, a equipe masculina deu ao país seu primeiro ouro olímpico em um esporte coletivo.
Depois foi a vez do feminino brilhar, também sob Zé Roberto Guimarães, com o bicampeonato em Pequim 2008 (campanha perfeita) e Londres 2012 — onde a seleção salvou seis match points contra a Rússia nas quartas antes de faturar o ouro. Em casa, no Rio 2016, o time masculino se sagrou tricampeão olímpico, enquanto o feminino caiu nas quartas para a China.
O Brasil chegou a Paris 2024 com onze medalhas olímpicas no vôlei de quadra — no masculino, três ouros e três pratas; no feminino, dois ouros, uma prata e dois bronzes —, confirmando a modalidade como uma das mais amadas e vitoriosas do país.